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Sugestão Metodológica


Procedimentos metodológicos para uma proposta de alfabetização
através de livros e histórias infantis – algumas sugestões






MONTAGEM ESCRITA DE TEXTO TRABALHADO ORALMENTE  (MEMORIZAÇÃO CONSCIENTE).






Como sugestão, apresento uma série de procedimentos metodológicos que foram desenvolvidos por mim junto com alguns grupos em fase de Alfabetização. Mas gostaria que ficasse claro para o leitor ou leitora que as atividades aqui sugeridas não estão prontas e acabadas em si mesmas. São apenas norteadores para uma prática que se pretende desafiadora para o aprendente da Leitura e da Escrita. Para tanto, uma avaliação diagnóstica de todo o grupo para que se identifiquem os diferentes níveis do desenvolvimento da aprendizagem de cada um dentro dele, se faz necessária para uma boa adequação das atividades a serem desenvolvidas, bem como as intervenções que cada aprendente precisa.

Será muito bom se pudermos, eu e todos os leitores dessas páginas, compartilhar das suas experiências.

BOAS INSPIRAÇÕES A TODOS E TODAS!

O Pato faz parte da coletânea de poemas do livro A Arca de Noé, de Vinicius de Moraes. Alguns anos depois de lançado, o livro ganha versão musicada, composta por Vinicius de Moraes, Toquinho, Paulo Soledade, , nas vozes do próprio Vinicius e de Toquinho. Conheça um pouquinho mais…
  1. Sondagem prévia: quem conhece a música/ poesia?
  2. Apresentação das obras – Livro e CD: editor, ano/ capa, título e ilustração do CD onde a música aparece (se possível, mostar o CD e o livro);
  3. Identificação do autor do poema/ da música e da letra; do ilustrador do CD, do produtor, etc;
  4. Leitura do poema/ Audição da música;
  5. Apresentação da música escrita como texto/ poema através do blocão, para ser lido com apontamento pelo professor (palavra-a-palavra), possibilitando a aproximação do aprendente com o grafema/fonema do texto;
  6. Distribuir cópia do texto da música para os alunos;
  7. Realizar nova leitura com apontamento, pelo professor e alunos (ensiná-los a seguir o texto com o dedinho);
  8. Identificação dos elementos centrais do texto-música: tema, personagens;
  9. Conversando sobre a história da música: identificando sentimentos despertados durante audição;
  10. Desenhando os personagens da história da música;
  11. Recontando oralmente a história;
  12. Recontação da letra da música por partes para escrita no blocão pelo professor;
  13. Reconstruindo o cenário da música ouvida: recortes, colagens, desenhos, pintura;
  14. Escrita da parte recontada pelos alunos em papel sulfite para ilustração e posterior montagem de livro individual;
  15. Construindo fantoches/ dedoches dos personagens da história usando diferentes materiais; 
  16. Escrevendo os nomes dos personagens: letras móveis e recorte de jornal/ revista;
  17. Dramatização da história pelos alunos;
  18. Montagem do título da música/poema usando letras recortadas de jornal ou revista;
  19. Enfatizando a palavra-chave a ser trabalhada: identificando-a no blocão – pinte da cor X/ circule/ onde está escrita a palavra Y;
  20. Escrita da palavra-chave: com que letra começa? Quantas letras? Quantas sílabas?
  21. Montagem da(s) palavra(s)-chave usando letras móveis;
  22. Divisão da palavra-chave em sílabas: estudo dos fonemas.(jornal ou revista);
  23. Identificação de outras palavras-chave no texto da música usando letras recortadas;
  24. Leitura e preenchimento de lacunas do texto da música – Coletivo e individual, com e sem apoio de banco de palavras/ palavras recortadas e dispostas aleatoriamente no quadro;
  25. Pesquisa de objetos e palavras cujos nomes iniciam com as letras das palavras-chave estudadas: construção de cartazes – por categorias/ por ordem alfabética/ etc;
  26. Estudo das sílabas das palavras-chave: formação/ construção da família silábica através de tabela de dupla entrada – uma por vez;
  27. Identificação da(s) palavra-chave(s) em texto distribuído: texto reconstruído coletivamente através das montagens;
  28. Construção de vocabulário coletivo a partir das sílabas da palavra-chave: que palavras começam iguais (fonema inicial)?
  29. Divisão das palavras-chave em letras: estudo dos grafemas – cruzadinhas/ encaixes;
  30. Construção vocabulário coletivo: palavras que iniciam com a mesma letra da palavra-chave;
  31. Estudo das palavras dos vocabulários construídos: leitura/ escrita/ sílabas/ auto-ditado/ cruzadinhas/ caça-palavras/ desenhos de palavras dadas/ formação de frases e estorietas a partir das palavras do vocabulário coletivo;
  32. Integrando com outras disciplinas: matemática, história, geografia, ciências e artes: utilizar os elementos do texto da música para o estudo dos conteúdos das diversas disciplinas elencados para o período;
  33. Montar coletivamente partes da letra da música recortadas por frases e/ ou palavras;
  34. Assistir vídeo sobre a música ouvida: versão clássica/ oposta/ paródias – Clique para assistir!
  35. Conversa sobre o vídeo assistido: a história do vídeo corresponde à história da música? Se é diferente, qual te agradou mais? Por que?
  36. Produção escrita sobre vídeos assistidos – recontação/ retextualização, inicialmente coletiva e posteriormente individual;
  37. Registro dos valores/ sentimentos despertados pelos vídeos, ou um específico – através de desenhos, escrita, recorte, colagem, etc;
  38. Pesquisa biográfica do autor da música e/ou do compositor;
  39. Estudo sobre vida e obra do autor e/ou compositor;
  40. Avaliação do projeto: alunos e professor;
  41. Registro das avaliações: o que foi bem legal? O que valeu a pena? O que não foi muito bom? O que não foi nada bom? Quem se destacou positivamente? E negativamente?
  42. Realizar uma exposição com os trabalhos produzidos.












    Comentários

    1. porque acontece de o individuo ler e não escrever ou vice versa

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      Respostas
      1. A escrita consciente inclui uma boa bagagem acerca do universo codificado (letras e símbolos), no entanto, pessoas não alfabetizadas podem ser exímios escritores, mas não terem a consciência daquilo que escrevem. Por outro lado, leitores eficientes podem não ser escritores por não terem assimilado a relação existente entre a leitura e a escrita. São decodificadores, mas ainda não sabem codificar (utilizar os símbolos da escrita - letras e sinais).

        Freire nos diria que "só se aprende a ler, lendo e escrever, escrevendo". Logo, boas práticas alfabetizadoras que conjuguem o ler e o escrever como atividades indissociáveis, certamente conduzirão tanto os sujeitos leitores e não escritores, como os escritores e não leitores a encontrarem o caminho do meio, aquele que assegurará as suas liberdades de estarem e atuarem no mundo em que vivem.

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